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terça-feira, 23 de novembro de 2010

LAMEIRO DE SOITO


O Lameiro de Soito serviu até aos anos 1980 de eiras para fazer as malhas. O trigo e o centeio, depois de ceifados era depositados aqui e nas eiras, em medas para se fazer a respectiva malha, manual (com o mangual) ou  à máquina. Segundo diz o Ti Eugénio no seu "Livro Baú da Memória - o Soito de Antigamente", a primeira máquina de malhar (a vapor) apareceu no Soito, nos anos trinta do século XX e posteriormente apareceram as máquinas de malhar a gasóleo ou a petróleo.
Quando acabaram as malhas, fez-se um ali um redondel em cimento armado, para as capeias.
Depois da construção da praça de touros, destruiu-se o redondel do Lameiro do Soito e fez-se ali um parque ajardinado. São também da época posterior às malhas as casas que se construiram em redor do "Lameiro".




O nome "Lameiro de Soito" estará ligado ao facto de ser um tereno com água. Penso que a fonte que actualmente desagua no pio junto ao cruzeiro, regaria em tempos todo o largo e daí o nome de "lameiro".



"De Soito" estará relacionado com a proximidade do que seria a maior mata de castanheiros da freguesia e que ía desde o "Lameiro de Soito" até "Trás Soito". Talvez tivesse sido esta mata de castanheiros existente entre o "Lameiro de Soito" e "Trás Soito" que deu origem ao nome da povoação.



Em 1987, o Lameiro de Soito tinha espaço para os carrinhos eléctricos.

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