ETIQUETAS

ACDS - ACONTECEU...- AÉREO - AGRICULTURA - ANO da CRIANÇA - APELIDOS - ARQUITETURA - ARTISTAS - AVENTURA na MADEIRA BACALHAU em ALMADA - BARBEIRO - BATIZADOS BATIZADOS - BERNARDO FRADE - BOMBEIROS - BOMBEIROS ATIVIDADES - BOMBEIROS NATAL 2010 - BOMBEIROS QUARTEL - CAÇADA - CANJA de CORNOS - CAPEIAS - CAPELAS - CARDEPES - CARNAVAL - CARRO DE VACAS - CARTEIROS - CASAMENTOS - CASTANHEIROS - CEGONHAS - CEMITÉRIO - CENTRO PADRE MIGUEL - CHAFARIZES E FONTES - CICLISMO - COMERCIO/EMPRESAS - COMUNHÃO - COMUNHÃO - 1994 CÓNEGO CARVALHO DIAS - CONFRARIAS - CONTRABANDISTAS - CONTRABANDO - CORTEJO DE OFERENDAS - CRISTALINA - CRISTO-REI - CRUZEIROS - DEMOGRAFIA - DIA DO CORPO DE DEUS E DIA DAS COMUNHÕES - DOMINGOS GRENCHO - DR. ARMANDO GONÇALVES - EMIGRANTES em LISBOA - Eng. ENGRÁCIA CARRILHO - ESPÍRITO SANTO - EURICO GOMES - FALECIMENTO - FESTAS 2011 FONTE MESTRE - FORCÃO - FORTE - FRED dos SANTOS - FUNDO LUGAR - FUTEBOL - GLOBAL - IGREJA - INVERNO - IRMÃ ISABEL - JOÃO CARVALHINHO - JOÃO DOS NAMOROS - JOÃO NABAIS - LAMEIRO DE SOITO - localização - M. J. BARBOSA - MAJOR CARRILHO - MALHA - MANUEL MEIRINHO - MANUEL MONTEIRO - MATANÇA - MENIEGE - MUSEU - NATAL 2012- NATAL- NEVE - ÓBITOS - PADRE ANTÓNIO - PADRE JOÃO DOMINGOS - PADRE MANUEL - PADRE MÁRIO - PADRE MIGUEL - PANORÂMICAS - PASSEIOS DE MOTAS - PASSOS - PRAÇA - Prof. PERLOIRO Prof. TORMENTA - Prof. TORMENTA - RANCHO FOLCLÓRICO - RANKING - RELVA - RETIRO - RIBEIRA DA GRANJA - RITO - ROBALBO - RUAS - SANTA INÊS - SANTO AMARO - SANTO ANTÓNIO - SAPATEIRO - SARDINHADA - SENHORA DA GRANJA - Sto AMARO - TI BENEDITA DO LOTO - TI CÉSAR - TI CORDAS - Ti EMÍLIA - TI EUGÉNIO - TI JOÃO DOS FÓIOS - TI LOPES - TI LOTO - Ti MANUEL PECHI - TI PASSABE - TI PIEDADE CARDEPA - TI ZÉ CARVALHO - TONINHO OLIVEIRA - VALE - VISTA AÉREA - ZÉ FERREIRO ZÉ NABEIRO -

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Matança em casa do meu Ti João e Tia Maria Augusta



O tempo das matanças está a terminar, este acontece entre os meses de dezembro e fevereiro de cada ano, por vezes aproximando-se do carnaval.
Mas há aqueles que matam por duas vezes, sendo normalmente a primeira para talhar as carnes para o enchido e a segunda para encher a arca frigorífica para a mantença de grande parte do ano
.


No dia marcado lá estava eu pela 9.00hrs a abrir o portão da sua casa em «Santamáro», a temperatura estava muito fria com um vento gélido de neve, talvez uns 3 ou 4 graus negativos apesar dos raios do sol espreitarem, mesmo assim, menos do que esteve de noite chegando aos 9 graus negativos. Os ajudantes chegavam uns após outros e quando o número já era suficiente para que os «recos» não fugissem, ouviu-se a exclamação da voz do dono, «vamos começar!». Deu-se então a saída dos «marranos», da cortelha para o curral.




Com o especialista da faca pontiaguda em punho e o habitué de alguidar e sal nas mãos, para recolher o sangue, num constante mexer sem deixar coalhar, para num repente o misturar com o pão dando lugar às famosas e deliciosas morcelas.Deitou-se o «cochino» no «banco de matar» e depois de bem seguro pagou a boa vida que até li tinha levado e muitas «viandas» comidas no «barranhão».


O filipe diz para o Zé Manuel, este «lisboeta percebe disto»



Era altura de os chamuscar, agora com o maçarico, antes era com tochas de palha



O Teresa explica ao Rui como se faz e o ti Fernando usa um instrumento que eu numca tinha visto nesta andanças, vejam bem: uma colher de pedreiro e não é que resultava mesmo!!!



Uns após outros, foram chamuscados, limpos, lavados e bem esfregados com pedaços de pedra de blocos de cimento, para quem não saiba, são um instrumento muito interessante para estas ocasiões, foram levados para a loja e pendurados pelo «chambaril» de madeira, por meio de uma corda, na cumeeira principal do soalho da casa.


Este era «porco preto» ou malhado


Bem raspadinho, rapazes...




Depois de um pequeno convívio, regressamos para adiantar um pouco a «desmancha» do dia seguinte, enquanto outros foram a Espanha levar quatro presuntos para serem curados á moda espanhola e para nos aquecermos ao lume pois o frio apertava. Depois da ceia o convívio continuou com as cartas na mesa e mais tarde fomos retemperar forças pois era necessário levantar cedo para a dita «desmancha», havia muito corte a fazer apesar de termos lá um mestre cortador.


Aqui está o Ti Jeremias, que nem D. Juan



O ti João e o Ricardo parecem dizer, «pro ano cátamos»



E o Manuel Augusto diz para o ti Carlos: «nem o cigarro nos aquece»



É a hora dos «esbandulhar», e o Ricardo está a ver algo que não lhe agrada, mas lá terá que ser, e diz aos ajudantes: tabuleira para cá, vamos tirar o debulho.


O Teresa e o Pai tentam aprender, nunca é tarde diz o ti João



O João José é um bom ajudante mas como conversador é melhor ainda




O Teresa verifica se está bem seguro



O mestre ti Carlos faz os últimos reparos «ele que é também um mestre na desmancha»porque o que eu sei a ele o devo (com esta foto lhe faço a a devida homenagem)



A «desmancha» correu muito bem e com tudo ensacado e limpo era hora certa de almoço, não admira, com um ajudante como este amigo,ha!ha!!!!



As facas é ele que as aguça e que bem cortam, assim até parece fácil.



Aqui está o lume com o grande tacho do caldo das matanças e a famosa panela de ferro com a carne ou os ossos da suã






A Lizete, a ti Maria, a ti Maria Alice, a ti Mariana, e a ti Maria Luisa(que tá escondida) são uma máquina nos temperos e confeção dos enchidos.

«aqui fica a minha homenagem para elas»




Quem não conhece o sabor das morcelas cozidas depois tostadas ao lume?

E a tisabel tempera-as muito bem e são um regalo como entrada na refeição




Outros já estavam a assar as febras e a entremeada da faceira, meus senhores, que delicia!



Aqui estão os enchidos no fumeiro, que eram o sustento de muitas famílias no ano inteiro


Vejamos o video desta tradição

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

REGIONALISMOS

Usadas no Soito,
aqui vão algumas palavras e significados que a minha avó me deu ... :

            ABANTESMA – pessoa muito parada ; pessoa desagradável
            ACARIADEIRA – que gosta de juntar
            ALJUBAR – render ; sobrar
            ARAIJE – vento fraco ; brisa
            ARREGANHADO – arrepiado ; cheio de frio
            ARREMANGAR – arregaçar
            ASEADO – gordo
            ASTREBER – ser capaz ; poder
            ASTREBIDA – que tem força
            AUGA-BORNA – água morna
            AZADINHA – jeitosa ; bem arranjada
            AZANGADO – cansado
            BACHICAR – borrifar
            BACIGA – bacia
            BÀCORO – porco
            BACOTO – tonto ; palerma
            BADAGONEIRO – vadio
            BAGE – feijão verde
            BEIJINAS – feijão verde
            BÔ – bom
            BORRACHA – pequena vasilha para vinho
            Briol – vinho
            BUEIRO – esgoto de aguas
            CARABA – companhia ; conversa
            CAREIO – jeito
            CORTELHA – pocilga
            CRABELHA – especie de chave feita de madeira
            DEMONHO – demónio
            DESACORÇOADA – triste ; desanimada
            DIENHO – diabo
            DORNA – pipa do vinho
            EMBILHAGADA – magra
            ENGADILHAR – brigar
            ENXORDEIRO – muito sujo
            ESCARCHAR – partir
            ESNOCAR – partir com as mãos ; esgalhar
            ESTABANADO – cabeça no ar
            FATIGA – fatia
            GADANHA – concha de tirar sopa
            GRABANÇOS – grão de bico
            INGRONHIDA – pouco desembaraçada
            LABRANÇA – produto de colheita propria
            LAMBISGOIA – vaidosa
            LANGANHOSO – sujo de gordura
            LAPACHEIRO – poça de agua ; lamaçal
            MANGUAL – utensilio para malhar cereais
            MERCAR – comprar
            MORAR – brincar as casinhas
            MORZENGA – pouco desembaraçada
            NAGALHO – atadeira feita de palha
            ÒSTIA – lambada
            PEGUILHO – conduto para acompanhar pão
            RESINGAR – resmungar
            RESPINGAR – salpicar
            SERTÃ – frigideira
            SERVIDOR – penico
            SOLHO – soalho
            TRADO – broca
            TCHOTCHOS – tremoços
            VENTAS – cara ; andar de má cara
            VÈSTIA – casaco curto de homem

            ANDAR NAS ENCOIRAS : não ter dinheiro ; passar dificuldades

           cumprimentos ..
            ricardo silva       

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

VOANDO sobre o SOITO

Voando sobre o Soito e arredores. Boa João José! continua a dar-nos desta imagens.


quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Festa de Sta Inês - 21 de janeiro de 2012

Cumpriu-se mais um ano a tradição da romaria a Santa Inês, um grupo de pessoas de várias idades teimam em realizar esta festa em Honra de Santa Inês no dia 21 de janeiro de cada ano. Para além da religiosidade que se impõe, houve foguetes, música e muita alegria. Esta Capela situada nos terrenos altos de Sta Inês, foi mandada construir pela D. Isabel Maria e o Dr. Manuel António Garcia da Fonseca, pelas graças concedidas de os seus filhos não terem sido chamados para a 1ª Grande Guerra e que em 2011 foi doada pelos descendentes à Igreja e Freguesia do Soito.




































terça-feira, 17 de janeiro de 2012

TEMPOS DEVASTADORES

 

Ti Carlos do Soito

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

ALMOÇOS em ALMADA

Nas segundas-feiras não há peixe fresco nos restaurantes. Muitos aproveitam para apresentarem como prato do dia, o fiel amigo bacalhau. Um grupo de soitenses marca todas as segundas-feiras o almoço num restaurante de Almada. Um dia aparecem cinco soitenses, outro dia sete ou dez, sempre trazendo amigos com vontade de ouvir falar das coisas do Soito. Hoje, 16 de Janeiro, eram seis soitenses com mais oito amigos.  

 








sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

TONINHO OLIVEIRA

António Fernandes Oliveira, filho de Manuel de Oliveira Russo e Isabel dos Santos Fernandes.
Nasceu na década de 40 do século passado e nos anos 60, 70 e 80 era o homem do Soito mais conhecido em todo o Portugal e também no estrangeiro. Mudava de carro de seis em seis meses. Ganhava dinheiro e ensinava outros a ganhar. Fundou a Ranking e os gelados Nevão. Quando era mais novo todos o tratavam por Toy. Agora, no Soito, todos os Antónios são Toninhos. Talvez por causa disso, esteja a desaparecer o nome.
Está por fazer a história da sua extraordinária vida. Sempre foi um homem de conversa agradável e, apesar de todos os problemas que teve de enfrentar na vida, continua com a sua boa disposição, como podemos ver nas imagens que reproduzimos.