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quarta-feira, 17 de novembro de 2010

MATANÇA

Estas fotos, tiradas no inverno de 1968/1969, ilustram como era feita a matança do porco.
O Ti Manuel da Amália, na rua em frente do tronco, espeta o facalhão, enquanto os outros seguram o animal em cima de um banco. A Ti Luisa do Modeste segura uma barranha com sal e mexe o sangue que vai caindo.
Vale a pena clicar nas fotos para ampliar

Depois de morto, deita-se o porco em cima duns troncos e chamusca-se com palha a arder, passando-lhe em seguida com a faca para o raspar. Terminada esta operação, deita-se em palha e limpa-se com água quente (não muito) e com uma pedra própria. Por fim, passa-se com uma faca bem afiada para limpar tudo bem e cortar todos os pêlos que, porventura prevaleçam. A última cerimónia é o transporte do porco para o palheiro. Ali abre-se a meio de alto a baixo encima dum banco e dependura-se.

Na foto de baixo, Ti João Panela segurando palha a arder, Ti João Rachado, com chapéu a tapar a cara mas com o cigarro visível, Ti João Pires, Jeremias Manula, Ti Manuel da Amália, Zé Nenho, Toninho do Ti Manuel da Amália e Miguel Balila, com boina.
A escada que se vê ao fundo, já não existe.
Saudades!

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

MENIEGE

Penso que “Meniege” é uma corruptela da palavra “Menagem”.
No linguajar do Soito, as palavras terminadas em “gem” tem tendência a perder o “m”, como por exemplo,” beberage” e “ervage”. Também, neste linguajar, as palavras graves em que o “a” é a letra grave, têm tendência em transformar o “a” em “e”, como nas palavras “migreda”, “consueda”, “milhareda”. De “menege” a “meniege” vai um passo dado por uma regra de suavização da palavra por ter três “e” seguidos.


Esta é uma teoria como tantas outras que possam aparecer .

Se estiver certa esta teoria, os terrenos da “Meniege” deveriam estar ligados a qualquer regime de residência, movimentação ou propriedade dos homiziados que colonizaram o Soito.
O Soito estava abrangido pelo regime do couto de homiziados do Sabugal que vigorou pelo menos desde 1369 até 1790, data em que terminaram todos os coutos de homiziados em Portugal. Podemos ver uma notícia desenvolvida deste couto em http://www.csarmento.uminho.pt/docs/ndat/rg/RG103_14.pdf
Neste couto podiam livremente trabalhar os condenados pela justiça, desde que os seus crimes não fossem traição, heresia, homossexualidade, homicídio e furto público e desde que os seus crimes não tivessem sido cometidos nas terras abrangidas pelo couto.


O caso é que os terrenos da Meniege eram uma preciosidade, no tempo em que havia agricultura no Soito. De tal forma que estavam divididos em hortas que partiam da ribeira que atravessa todo o vale e não tinham mais do que dois/três metros de largo e com pouco mais de 60 metros de comprimento. Para lá desses 60 metros, começavam outras hortas, com as mesmas características. Não havia nenhum lavrador na freguesia que não tivesse ali a sua horta, com couves, cenouras, cebolo, batatas, alfaces, feijão verde para o consumo diário. As hortas eram regadas manualmente, tirando baldes de água directamente da ribeira. As que estavam mais afastadas da ribeira, poderiam fazer um poço, que tinha água a pouca profundidade.





Actualmente, a horta desapareceu e em toda a Meniege vêm-se algumas couves, mas a grande parte foi transformada em lameiro para pastagem dalgum animal doméstico.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

PRAÇA

A Praça, na tradição romana e cristã era o lugar mais importante da povoação. Nas cidades romanas, corresponde ao forum, onde se situa a casa de governo da freguesia, domus municipalis, casa do povo, junta de freguesia, conforme as denominações que foi tomando.
Ali se juntam as pessoas para discutir assuntos importantes da povoação.
Em Roma, para se aceder ao Forum havia três ruas ou vias. Nessas ruas passavam os senadores para irem para o Forum discutir os assuntos importantes da Cidade e do Império. Nessas três ruas, vendia-se todo o género de víveres que eram comprados pelos serviçais dos Senadores, concerteza muitas vezes sob a visão destes, enquanto iam e vinham do Forum.
Nessas três vias, falava-se de quê? do preço das couves, da falta de cereais, enfim do "triviale", ou seja dos assuntos próprios das "três vias".
A praça tem a casa do poder, onde os habitantes se deslocam para tratar de assuntos políticos, tem a taberna central, o pelourinho, o chafariz principal. Ali convergem os conversadores e opinadores. Dentro da praça ou a seu lado está a igreja, outro centro de encontro das pessoas da povoação.
Na praça ou seus arredores vivem também as pessoas mais importantes da povoação.

Ao fundo, casa (já desparecida) do Ti Manuel Joaquim Rito (Mudo)- alfaiate, no centro da Praça.

Casas (já desparecidas) avarandadas e com marsardas, no centro da Praça. Pertenciam à Srª Clara - a da esquerda e ao Ti Olívio (café e cerveja fresca em poço)- a da direita.

Casa do Ti Zè Pina Rito (Café Central), actualmente pertencente a um neta (Belmira). Em remodelação. Parabéns Belmira e Nelson! Felicidades! 

Conservando o património.


No centro da Praça a Junta de freguesia. Ao fundo a Igreja.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

CHAFARIZES E FONTES

CHAFARIZ DA PADARIA

CHAFARIZ DO VALE
CHAFARIZ DO FUNDO DO LUGAR



CHAFARIZ DO FORTE


CHAFARIZ DE SANTO AMARO


CHAFARIZ DA PRAÇA


CHAFARIZ DA MACIEIRA


CHAFARIZ OU PIO DA CARREIRA



FONTES


FONTE DA MENIEGE


FONTE DO FUNDO DO LUGAR



FONTE DOS LAMEIROS



FONTE DO ROBALBO



FONTE DO LAMEIRO DO SOITO













sexta-feira, 5 de novembro de 2010

TI ZÉ CARVALHO

Em 1987, o Fernando Monteiro entrevista o avô do Fernando Loto, Ti Zé Carvalho, que fala na vida do seu tempo, do Ti Zé da Orca e do Ti Rendeiro que animavam as festas do Soito a tocar guitarra e concertina.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

INVERNO 1987

No Inverno de 1987, apanhar sol e não só. Ti Morais, Ti Benedita do Loto e outros.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

ÚLTIMO BARBEIRO do SOITO

Em 1987 o Ti Zé Loto era o (único) barbeiro tradicional que exercia a profissão no Soito.
Depois da morte dele não veio outro.