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quinta-feira, 5 de maio de 2011

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

NOSSA SENHORA DOS PRAZERES


No séc. XVIII, com o aval de D. João V, conseguiu-se para Portugal uma festa litúrgica de Nossa Senhora para cada mês do ano a nível nacional, entre elas a de N. Senhora dos Prazeres na 2ª-feira da Pascoela.
Nossa Senhora dos Prazeres é a mesma Nossa Senhora das Sete Alegrias, devoção de origem franciscana.
As maiores alegrias ou os maiores prazeres de Maria Santíssima, que foram enumerados por um noviço franciscano, são os seguintes: a anunciação do anjo, a saudação de Isabel, o nascimento de Jesus, a visita dos Reis Magos, o encontro com o Menino no templo, a primeira aparição do Ressuscitado e a sua coroação no céu.
A origem do título de Nossa Senhora dos Prazeres remonta ao séc. XIV e Portugal foi o primeiro país a festejar “os prazeres ou alegrias que a Virgem Santíssima sentia pela Ressurreição do seu Filho”.
Assim já em Julho de 1389 lançara S. Nuno de Santa Maria a primeira pedra da igreja e convento do Carmo em Lisboa, colocando uma das capelas laterais sob a invocação de Nossa Senhora dos Prazeres. A festividade realizava-se a 8 de Abril ou na segunda feira da Pascoela já em 1480. Também é mencionada no Calendário da Sé de Lisboa em 1536.
O culto de Nossa Senhora dos Prazeres, desenvolveu-se sobretudo após o aparecimento de uma imagem na Quinta dos Condes da Ilha, sobre a antiga Ribeira de Alcântara em Lisboa. A imagem terá aparecido no dia em que a Igreja Lisbonense celebrava Nossa Senhora dos Prazeres. E a Virgem terá aparecido a uma inocente menina mandando-lhe comunicar a seus pais e vizinhos que desejava ter ali uma capela sob a invocação de Nossa Senhora dos Prazeres. Os Condes da Ilha ofereceram o terreno e a ermida foi construída.
Em 1559, por ocasião da peste, também o povo fez um voto de realizar a procissão na segunda-feira de Pascoela, procissão que saía da Igreja de Santos e terminava na ermida de Nossa Senhora dos Prazeres. Era nesse dia que também que o povo ia “buscar as sestas” à capela, ou seja, começavam os operários a ter descanso desde o meio dia até às duas da tarde, sestas que terminavam a 8 de Setembro, dia da Natividade de Nossa Senhora.
O seu culto expandiu-se para todo o país a partir de Lisboa, onde em 1958, foi criada a freguesia de Nossa Senhora dos Prazeres e muito antes era já chamado de Nossa Senhora dos Prazeres, o cemitério que actualmente se chama dos Prazeres, que ainda hoje mantém a antiga capela e imagem de Nossa Senhora dos Prazeres.
No Soito, diz o Ti Eugénio, no seu livro “Baú da Memória – O Soito de Antigamente”, até aos anos 40 do século passado, a festa da Senhora da Granja era só ao Domingo.
Mesmo sendo segunda feira de pascoela feriado municipal, os lavradores não se sentiam obrigados a não trabalhar nesse dia e só com o desaparecimento da agricultura, com o aparecimento das fábricas, obrigadas a fechar no feriado municipal, nasce verdadeiramente a festa actual da Senhora da Granja, com o seu expoente máximo na 2ª feira.
Penso que também com esta extensão da festa para 2ª feira, a Senhora da Granja passa definitivamente a ser invocada de Senhora dos Prazeres.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

SENHORA DA GRANJA - 1987

Em 1987, a festa da Senhora da Granja foi muito animada.

O Ti Eugénio e os filhos tocaram instrumentos da banda de música, outros cantaram fados e outros dançaram







O entrevistador é conhecido e os entrevistados também, acho eu...

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

SENHORA DA GRANJA - 1978

Passa o tempo, as imagens ficam.

terça-feira, 27 de abril de 2010

SENHORA DA GRANJA(SOITO) fotos de 2006











As freguesias do Soito e Quadrazais, têm duas importantissimas festas religioso-profanas, cada uma com as suas origens e caracteristicas próprias, mas que movimentam centenas e centenas de autenticos romeiros vindos de todo o Portugal e estrangeiro, para assistirem aos festejos. A do Soito festa móvel no domingo de pascoela e a de Quadrazais a 15 de Setembro.Curiosamente qualquer delas não é o santo(a) padroeiro(a).
Relativamente á devoção dos Soitenhos á Senhora da Granja, de que se relatam muitos milagres, o mais conhecido, passou-se nos tempos da Revolução Francesa.
Segundo o livro À Descoberta de Portugal(Edição deSelecções do Reader`s Digest de 1982) «a população do Soito fugia apavorada diante dos invasores. Uma senhora, mãe recente, pressentindo o tropel das tropas, resolveu abandonar o filhito , junto á capela da Senhora dos Prazeres(vulgo da Granja). Passados longos meses regressou á terra, esperando encontrar, ao menos, as ossadas do seu menino.Mas para seu grande espanto e alegria, viu a criança a brincar com umas pedrinhas e tendo ao lado uma bilha de água.Perguntando ao pequenito quem tratava dele, o filho, respondeu com toda a candura, erguendo o dedito na direcção da capela, que éra a Senhora que morava naquela casa. O menino cresceu, foi para a tropa na cidade e de lá enviou um belo manto á Senhora dos Prazeres.O manto já não existe, o menino também não, mas a história(digo lenda) continua a contar-se, para que se não perca a devoção(digo tradição) a tão milagrosa Senhora»
No Cancioneiro do Soito, entre outras cantigas há uma que se refere á Senhora da Granja:
Ó VIRGEM DA GRANJA
QUE LÀ ESTÀS NO ALTINHO
A GUARDAR AS CABRAS
Ò TI LUIS MEIRINHO

quarta-feira, 21 de abril de 2010